
'Vai depender da safra [de etanol]', disse Cosenza. 'Estamos trabalhando com a recuperação da utilização dos biocombustíveis na gasolina', disse o diretor. 'Achamos que é fundamental para o país não só pela redução da importação, como pelo aspecto da qualidade', completou.
Ainda segundo Cosenza, o mercado de derivados de petróleo no país deve crescer 4,2% ao ano, em volume, entre 2012 e 2016, caso o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4,1% ao ano.
Caso o PIB cresça 4,3% ao ano, no mesmo período, o mercado de combustíveis no país deve avançar 3,8% ao ano de 2012 a 2016. A estatal trabalha com estes dois cenários em seu plano de negócios.
Cosenza detalhou hoje os investimentos da companhia na área de Abastecimento. O plano de negócios da Petrobras prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões entre 2012 e 2016. Do total, a área de abastecimento tem uma carteira total de projetos de US$ 71,6 bilhões.
O diretor de Abastecimento da Petrobras disse que o investimento para a construção da refinaria Abreu e Lima, ou Refinaria do Nordeste (RNEST), está avaliado em US$ 17 bilhões. O investimento do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ainda está em avaliação e deverá ser informado em breve.
'As novas edições de capacidade da RNEST e do Comperj reduzirão a necessidade de importação de derivados', disse Cosenza, durante detalhamento dos investimentos.
Segundo ele, a importação de diesel deverá cair de uma média de 280 mil barris por dia, em 2014, para 100 mil barris por dia entre 2015 e 2016. Já a importação de gasolina deve permanecer em 90 mil barris por dia entre 2014 e 2015.
