Mercosul News
Ano 1 - Ponta Porã - MS, 18 de Maio de 2013
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R. NEY MAGALHÃES
Triste Centenário

O Ano de 2012 que marca a histórica data de 18 de julho como ápice do Primeiro CENTENÁRIO aguardado por todos nós com tantas esperanças e ilusões, vem frustrando as emoções dos sensíveis habitantes de Ponta Porã.

O limiar do ano foi marcado por intempéries temporais que definitivamente dizimaram o símbolo do Paço Municipal, a Figueira Centenária literalmente tombou. E o clima adverso castigou o importante seguimento da economia regional, a agricultura. A safra de verão de Soja/Milho foi perdida em cinqüenta por cento, ou mais.

Nestes dias que deveriam ser somente festivos, pesarosamente Ponta Porã assistiu ao tombamento de Titãs e irmãos fraternos da Fronteira. 

Nos primeiros dias de janeiro vitimado por doenças incuráveis, Walther Rossi o ex gerente do Banco do Brasil que com competência dirigiu os financiamentos  de investimentos e custeios para a implantação das primeiras lavouras mecanizadas da então Grande Ponta Porã, quando a Agencia tinha abrangência regional, possibilitou com sua habilidade gerencial a criação do agronegócio, que hoje é um dos mais importantes geradores de emprego e renda de todo o MS.

 No segundo mês do ano, a vitima de falência múltipla de órgãos foi o Calixto Massuda, também ex gerente do Bradesco e de outras casas bancarias, por longos anos se destacou na área comercial/empresarial, incentivando o crescimento das carteiras de credito, principalmente pelo seu carisma e credibilidade pessoal.

Ao alcançar sua aposentadoria das lides bancárias, assumiu junto com sua querida Wirma a responsabilidade de salvar da inadimplência e insolvência a Sociedade Beneficente Santa Izabel, Mantenedora do Hospital e Maternidade Santa Izabel. Por muitos anos, sem nenhuma remuneração pecuniária este casal de abnegados, administrou e manteve aquela Entidade auxiliando os governantes no tratamento do povo mais carente.

Com a saída do Calixto e Wirma daquela administração foi encerrada a historia do verdadeiro assistencialismo humanitário em Ponta Porã, e que havia sido iniciado com Getulio Vargas quando construiu aquele primeiro Hospital.

Roberto da Cruz Urizar o Acostinha, um fronteiriço originário da nossa primeira metrópole rural Campanário, destacou-se como um craque do Futebol. Em Ponta Porã ele torcia e jogava pelo Ponta Porã F.C., nos tempos da Presidência do Sr. Nicandro Campos o seu Campinhos, pai do Tabelião Olegario Campos. No antigo futebol carioca ele era torcedor do Vasco da Gama e no futebol mais moderno era vidrado no Santos F.C.  Acostinha era seu nome de guerra no esporte, onde se consagrou atuando por Clubes do interior de São Paulo e encerrando sua carreira pelo Ubiratan de Dourados e Club Comercial de P.Porã.  Em Pedro Juan o Acostinha atuou em todos os times da cidade. Junto com seu irmão Victor Hugo, Patricio Cassia e Geraldo Costa Ribeiro formou um “meio de campo” que deixou saudades no futebol fronteiriço. Dirigindo o Club Comercial em 1978 presenciei a ultima partida oficial do Acostinha que do meio de campo ao lado do Anzoategui e do sargento Anibal comandavam o Páqui e Chico Brandão contra o AZAS de C. Grande na conquista da ultima Taça do Futebol Amador do Mato Grosso ainda uno. Ao pendurar as chuteiras tornou-se comerciante de materiais esportivos na sua Casa Ponta Porã, onde batalhou até os últimos dias de vida. Acostinha um exemplo de vida a ser seguido. Acredito que Acostinha, Calixto e Rossi, estas três eminências da fraternidade maçônica regional após cumprirem rigorosamente suas benfazejas trajetórias  terrenas, hoje em uma nova dimensão, irmanadamente reencontraram seus parceiros inseparáveis Aley Ale, Rafat, Athamaryl e outros amigos que já nos deixaram.

Hoje, dia treze de março também se completa um mês da morte de outro emérito pontaporanense o jornalista e “imortal” Paulo Rocaro. Sua criação a Gaivota Pantaneira que todas as manhãs anunciava as novidades da Fronteira pelo Jornal da Praça e pelo site MERCOSULNEWS foi calada por um atentado traiçoeiro e mortal. Com brilhantes caminhos literários já percorridos, o Rocaro conquistava adeptos e abria espaços para alcançar uma cadeira também na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Assim, embora estando apenas no inicio do ano do Primeiro Centenário infelizmente já perdemos alguns TITÃS da sociedade em que vivemos. Os Deuses imortais também tombam.

“agroney@bol.com.br”

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