Política do MS – Um balaio de gatosNeste final de semana como é de costume estive no cassino em uma sexta-feira bastante movimentada politicamente. Ali, sempre na companhia dos amigos Eraldo Moreira e Hosne Esgaib, saboreamos um “scotch” madrugada adentro revendo velhas amizades cuiabanas, campo-grandenses e douradenses que visitam nossa fronteira.
Nesta ultima edição o ex-deputado não compareceu e assim deixou também de encontrar e abraçar o seu ex-colega de Assembléia o Zeca do PT, agora pré-candidato à sucessão do Puccinelli, que inusitadamente surgiu no salão do bar com sua esposa Gilda. A ex-primeira dama já definida na chapa do Senado na suplência do Dagoberto, juntamente com este, acompanhava e dirigia todo um séqüito de políticos de diversos matizes tais como Vander Loubet e Oscar Goldoni, os dois que segundo a mídia também postulantes à Câmara Federal.
Piantoni e Álvaro Soares sempre comentados como pré-candidatos à Assembleia também acompanhavam a caravana, uma verdadeira salada de siglas partidárias. O simpático casal de pombinhos “recém casados” Ticiane e Paulinho Benitez amenizava o frio e a austeridade política naquele ambiente de descontração.
Com perfil apropriado para o momento eleitoral que vivemos, a indicação do Paulinho como pré-candidato à Assembléia representando a fronteira foi uma jogada muito feliz do Partido dos Trabalhadores. Este grupamento político pudemos identificar como PT UM.
Nessa oportunidade foi gratificante reencontrar o Toninho Ruiz que na assessoria do Zeca veio de Porto Murtinho e me trouxe notícias do amigo Vanderley Loubet, dois velhos companheiros que com a liderança do senador Italívio Coelho nos ajudaram a fundar o PFL de outros tempos. Enquanto isso em outro momento, na Romana, nos altos da Presidente Vargas, aglomeravam-se militantes, companheiros e estranhos ao “ninho” que podemos denominar e identificar agora como PT DOIS.
O eclético grupamento, segundo o Midiamax, formado pelos vereadores Osmar de Mattos, Dulce Manoso do PSDB, Daniel Valdez e Marquinhos do DEM e ainda o Adãozinho Dauzacker de um partido nanico, assessorados e comandados pelo secretário municipal de Turismo Marcelino Nunes. Essa miscelânea de siglas partidárias me faz lembrar dos tempos da ARENA e do MDB, os dois únicos Partidos que militavam no período pós 1964.
A ARENA no Poder foi crescendo e inchando de pessoas em busca de benesses, e assim teve que fundir-se em Arena 1 e Arena 2. O PT agora com a chave do cofre sofre as mesmas conseqüências, tendo que abrigar nacionalmente o PMDB dos velhos caciques aproveitadores e mamadores em todos os governos e naturalmente outros de siglas diversas.
Estes últimos acontecimentos ocorridos por aqui repetem a história, diferenciando definitivamente o PT Estadual em PT UM do Zeca e PT DOIS do Delcídio, confirmando também a disputa de liderança entre o autêntico e o oportunismo. Aos fronteiriços recomendo não confundir o PT UM com “pthum” que em bom guarani identifica o fumo de rolo próprio para uma naqueada.
E neste ritmo de incoerência explícita adotado pelo Dunga na convocação da seleção da CBF que se deu ao luxo de não levar o Ronaldinho Gaúcho ou o Ganso em um momento que o Kaká está em recuperação duvidosa o que pode deixar o time sem apoiador, nós por aqui vamos amargar mais quatro anos sem representação na Assembleia. E na Câmara Federal ou Senado, nem pensar.
Comenta-se que no Palácio da Figueira em conjunto com a Câmara Municipal existem diversos canais de negociação para satisfação de três ou quatro circunstancias. Para o Senado a Chapa do PT DOIS encabeçada por Delcídio receberá o primeiro voto unânime e conjunto da Prefeitura e Câmara. O segundo voto, não unânime será para o candidato do Puccinelli, com a chapa do Moka/Antonieta Trad (esta ainda não totalmente definida).
O PT UM autêntico naturalmente dará o primeiro voto para Dagoberto/Gilda, o segundo talvez seja em branco. A fim de canalizar votos para os deputados federais deverão ser apresentados candidatos crioulos ou nativos, orientando apoio ao Reinaldo Azambuja, Vander Loubet, Girotto e Biffi, não obrigatoriamente nessa ordem.
E nesse sentido, referindo-se apenas a candidaturas palacianas estão catalogados para essa empreitada as incautas Nilene Badeca e Dulce Manosso e ainda o Paulo Benitez, Dario Honório, Puka e companhia. Não devemos esquecer que uma facção palaciana deve prestar apoio ao preferido do Puccinelli, o engenheiro Marum. Quando se refere a uma grande diversidade de interesses justifica-se o título acima de ‘Balaio de Gatos’.
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agroney@bol.com.brVeja outros Artigos:»
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