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Ano 1 - Ponta Porã - MS, 22 de Maio de 2013
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R. NEY MAGALHÃES
Terrorismo no campo

Felizmente para o bem da Democracia e para nós produtores rurais vem chegando ao Fim a ERA LULA, protagonizada pelo PT que é seu Partido Político e pelo adesista PMDB e outros nanicos aproveitadores do Poder em todos os últimos Governos da Nova República. Neste final de 2010 que ora se inicia vamos eleger um Presidente e um novo Congresso, e queira Deus que os eleitores sejam iluminados para votarem em cidadãos nacionalistas e respeitadores da Constituição, uma raridade no meio político nacional.

O produtor rural amargou oito longos anos com FHC que com Dona Ruth Cardoso iniciou o fortalecimento de ONGs Internacionais interventoras no Sistema Fundiário Brasileiro e que diziam respeito apenas aos cidadãos do País. Criaram-se as Bolsas e assim proliferou-se o ócio e a perda da dignidade entre os mais humildes e carentes. E o Presidente Lula continuou na mesma política e ainda ampliou essa insensatez que tanto mal vem causando na formação da juventude e no espírito de todos os Brasileiros.

Prá que trabalhar? dizem os desempregados na periferia das cidades, e recebendo indefinidamente o seguro desemprego. Outros dizem que estão inscritos nos Programas tais e tais, e recebem cesta básica, pra que trabalhar? Basta votar na continuidade. E como tudo na vida é iniciado na Educação, oferecer Escolas de Formação Profissional é o melhor caminho.

Fome Zero é apenas um demagógico slogan de propaganda e promoção política. Em 1964 quando o General Castelo Branco assumiu o Governo, eu já me dedicava na agricultura e na pecuária nas férteis terras do Vale do Rio Amambai. A história conta e registra esses fatos, agora propositalmente desvirtuados e distorcidos. Eu vivi essa época e convivi com essa realidade.

Faltava comida na mesa dos brasileiros, a inflação tornou-se incontrolável. Os Supermercados não tinham feijão e nem arroz. As mulheres valentes dos governadores de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo saíram às ruas, batendo panelas e exigindo apoio do Governo Federal aos agricultores que estavam abandonados sem Política Agrícola definida e sem estímulos para produzir.

Assustados com o barulho de panelas indefesas os governantes abandonaram o Poder e o País. Os responsáveis maiores pelas Ligas Camponesas que hoje se transformaram no MST, uma força revolucionária coadjuvante do atual Governo do Lula, agora estão posando de vítimas. Felizmente em 1964 para o bem de todos o Exército cumpriu seu papel Constitucional e assumiu o Comando da Pátria.

Foram vinte anos de trabalho e progresso com desenvolvimento. E infelizmente, com o advento da chamada Nova República, com Sarney e seus comparsas o Brasil reiniciou um período de decadência Política/Administrativa, com a corrupção dominando todos os Poderes. A Reforma Agrária tão importante para a produção alimentar e geração de empregos, com a manutenção do homem do campo em seu habitat natural e evitando o êxodo rural foi criminosamente desvirtuada.

E o terrorismo no campo foi iniciado com essa tese e filosofia errada dos últimos Governos do Brasil. Embora exista um rosário de Atos governamentais atormentando e provocando o terrorismo no Campo vou enumerar apenas o principal. O Direito de Propriedade que é o principio básico da Democracia e do Capitalismo que através da Constituição sempre regeu nossas vidas, foi violado.

As propriedades rurais são os principais alvos desses terroristas, que treinados em Cuba e ultimamente na Venezuela aterrorizam os verdadeiros homens do Campo. Meia dúzia de bandidos aproveita-se da situação miserável de milhares de reais trabalhadores rurais e lideram as invasões. A massa humana disponível e que foi expulsa do meio rural pela total ausência de Política Agrícola dos últimos anos, e sem a devida escolaridade torna-se massa de manobra ideal para esses terroristas hoje custeados por ONGs Internacionais, sob o beneplácito do Governo.

Este modelo errado de Reforma Agrária, usurpando pela força as Terras de quem trabalhou e as adquiriu legalmente estagnou a economia do MS. Movimentos estrangeiros, passando por cima das atribuições do Presidente, ou mancomunados com ele emitiram via FUNAI uma serie de Portarias, que pretensiosamente atropelaram a Constituição, pretendendo expropriar propriedades particulares que são responsáveis pela própria existência social e econômica do Mato Grosso do Sul.

O Governo do MS deveria entrar na Justiça pedindo a punição dos responsáveis. A FUNAI que emitiu as Portarias e o Ministro responsável por essa Autarquia deveriam pagar pelos prejuízos que o Estado e seus habitantes estão sofrendo em decorrência do Ato arbitrário. Neste 2010, povo do Mato Grosso do Sul deve votar contra os inimigos do Estado.

R. Ney Magalhães - Produtor rural e articulista. E-mail: agroney@bol.com.br

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